Desde sua estreia em 2009, com o álbum “Lungs”, que recebeu o prêmio revelação no Grammy Awards, a banda indie inglesa, Florence and the Machine, liderada por Florence Welch, mostra sua força.

Agora, em novo trabalho, misturando a velha batida de rock com alguns raros e bons momentos de puro soul. 

O “Florence” já conquistou inúmeros admiradores, tanto no Reino Unido, quanto na América. Já em seu segundo disco, “Ceremonials” (2011), estourou com o hit “Shaked Out”. A banda de Florence conta com Isabella Summers, Robert Ackroyd, Christopher Lloyd (Chris) Hayden, Mark Saunders, além de um time de musicistas. O novo álbum, intitulado “How Big, How Blue, How Beautiful”, vem com alguns sucessos já na mídia e internet. É o caso da ótima “What kind of man”, de Florence, Tom Hull e Jon Hill, destaque para o trumpete de John Barclay. Boas também “Ship to Wreck” (guitarras Leo Abrahams e Kid Harpoon), “Queen of Peace”, com a banda a todo vapor, incluindo tuba, cellos, flautas e o piano de Rusty Bradshaw, e a bem percussiva “Third Eye”. No total são onze faixas, com o repertório misturando estilos e bem pop, tão ao gosto do mainstream. Há ainda os bônus, com “Hiding” (Florence e James Bird), “Make up your mind” (Florence e Hull),  com Rob Ackroyd na guitarra acústica,  e as demos de “Witch Witch” e a que nomeia o disco, “How Big, How Blue, How Beautiful”. 

O CD vem com um luxuoso encarte, com fotos, sugerindo abraços de Florence e Isabella, assinadas por Tom Beard e tiradas na Península de Yucatán, no México. Algumas repetições, outras obviedades rítmicas, mas não há como não se render ao magnetismo de Florence e à riqueza de alguns arranjos, sem contar, claro, com a equipe envolvida na produção do disco. Longe de alcançar a marca de “Lungs” ou o requinte de “Ceremonials”, ainda assim, “How big...” merece atenção e se presta à afirmação da banda britânica no atual pobre cenário mundial da música pop.

Marcio Paschoal é escritor, autor da biografia de João do Vale (www.marciopaschoal.com)